Desconcentração regional da indústria no Brasil: razões para comemorar?

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Aristides Monteiro Neto
Raphael De Oliveira Silva

Resumen

O artigo analisa a desconcentração da indústria e seus rebatimentos no território nacional entre 1996 e 2015, utiliza um conjunto de indicadores, tais como valor de transformação industrial, produtividade da indústria e índice de Theil de desigualdade para cinco grupos de indústrias, definidos segundo o fator competitivo predominante. Conclui-se pela continuidade do movimento de desconcentração regional de atividades industriais. Contudo, sublinha que há também razões para se preocupar: uma é que a desconcentração ocorre em ambiente de perda de relevância da atividade industrial e outra é que a desconcentração se verifica de modo mais significativo em ramos intensivos em recursos naturais e em trabalho, setores tradicionais com baixa capacidade de produção e difusão de progresso técnico.

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Biografía del autor/a

Aristides Monteiro Neto, Instituto de Pesquisa Economia Aplicada

Economista, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil. Mestre em Teoria Econômica, Universidade Federal de Pernambuco. Doutor em Economia Aplicada, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, Brasil. Pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Economia Aplicada (Ipea) ligado ao Ministério do Planejamento do governo federal, Brasília, Brasil. E-mail: aristides.monteiro@ipea.gov.br

Raphael De Oliveira Silva, Instituto de Pesquisa Economia Aplicada

Economista, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil. Mestre em Economia Aplicada, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Sorocaba, Brasil. Pesquisador associado do Instituto de Pesquisa Economia Aplicada, Brasília, Brasil. E-mail: raphael.silva@ipea.gov.br